Acordamos dos tormentos oníricos.
Sonhos! Não sustentam mais meus anseios.
De volta ao país perdido em seus devaneios?
povo sem piedade, de fato acefálicos.
Nos perdemos na lúgubre luz da liberdade
Hei de dar meu sangue pelos nossos direitos.
As trevas mascaradas procuram a volta para sua idade
Hão de enxergar a pútrida moral com defeitos?
Querem que vivamos na apostolicidade.
Apodrecendo o nosso cotidiano malfeito,
obedecendo suas regras, mas sem reciprocidade.
Não podemos recorrer nem mesmo ao sonho,
Morfeu não suprime mais nossa felicidade.
O que queremos agora é vida de verdade.
domingo, 28 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Cigarro
Barulho de papel queimando, que só é escutado enquanto a cidade dorme.
vontade de comer, parece crocante.
Cada tragada é um passo ao fim, êxtase profundo.
Vai até o fim, quando esquenta a ponta dos dedos sei que é hora de parar.
Mas quando acaba, tenho mais alguns de reserva para quando os nervos aumentam.
Cada dia mais próximo.
É o risco que corro para provar e ouvir o que a morte tem para me dizer.
Barulho de papel queimando, que só é escutado enquanto a cidade dorme.
vontade de comer, parece crocante.
Cada tragada é um passo ao fim, êxtase profundo.
Vai até o fim, quando esquenta a ponta dos dedos sei que é hora de parar.
Mas quando acaba, tenho mais alguns de reserva para quando os nervos aumentam.
Cada dia mais próximo.
É o risco que corro para provar e ouvir o que a morte tem para me dizer.
domingo, 21 de abril de 2013
Amor de poesia
Ela era toda poesia
Ele era todo poesia
Combinavam na rima
Combinavam na gíria
Ele era todo poesia
Combinavam na rima
Combinavam na gíria
Tudo que era palavra
Combinava, e acabava
Anáforizando, tudo aqui e ali
Metaforizando tudo ali e aqui
Mas, no entanto, uma rima,
Não acabou rimada, só uma
E a palavra não combinou
E a Anáfora, não repetiu
E a Metáfora não se expandiu
E ela não era mais poesia, e ele não era mais poesia.
Combinava, e acabava
Anáforizando, tudo aqui e ali
Metaforizando tudo ali e aqui
Mas, no entanto, uma rima,
Não acabou rimada, só uma
E a palavra não combinou
E a Anáfora, não repetiu
E a Metáfora não se expandiu
E ela não era mais poesia, e ele não era mais poesia.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Nós
Tão pou
co tanto.
tão vivo
mor
to tanto
tão cor
tanto tem
po tanto
pou
co tem
po tato
ta
to pou
co tem
vida de
pressa
pre
sa peça
passa tem
ta ti
va
co tanto.
tão vivo
mor
to tanto
tão cor
tanto tem
po tanto
pou
co tem
po tato
ta
to pou
co tem
vida de
pressa
pre
sa peça
passa tem
ta ti
va
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Ponto final.
Tudo é tão bom e tão ruim
Tão constante e tão efêmero
E tudo acaba
E é isso, fim, final, linha de chegada
E passam-se as horas
Os segundos
Contados no tic tac do relógio
Fração do segundo, por fração de segundo
Não se devolve amor
Não se devolve lembranças
Não se devolve
Devolve a si mesmo
Devolve a verdade
E fica o amor
Tão constante e tão efêmero
E tudo acaba
E é isso, fim, final, linha de chegada
E passam-se as horas
Os segundos
Contados no tic tac do relógio
Fração do segundo, por fração de segundo
Não se devolve amor
Não se devolve lembranças
Não se devolve
Devolve a si mesmo
Devolve a verdade
E fica o amor
sexta-feira, 12 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
[para pamela]
escrever alivia,
eu sei
mesmo em poucas linhas
mesmo sem fundamento
só escrevi
pra voce ficar melhor
só pra ver
que eu sorrio ao pensar
em você.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Assinar:
Comentários (Atom)