Por favor, não o
vejo há algum
tempo, me
beija-
flor
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
vinte e andarilho
há dez humano
há oito bêbado
há cinco fumante
há três abandonado
há hoje
morto
(indigente)
há hoje
morto
(indigente)
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Perguntei ao senhor na padaria:
- Quanto custa o sonho?
O senhor me respondeu
- Qual? O de creme ou o de chocolate?
- Não, não esse sonho, senhor.
Quanto custa ‘aquele’ sonho? Senhor
- Só tenho esses dois, de creme ou chocolate.
- Não, o senhor não me entendeu
Quanto custa O sonho? Aquele um, aquele, senhor.
O senhor do sonho, então me respondeu:
- O Preço que você quiser pagar...
E aí eu acordei.
domingo, 18 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Sobre ser poeta.
O nada
O ser
O ter
O querer
O nada que é o lugar comum
O Sonhar, que é tão comum
E para sonhar, dormir.
É como você
É como eu, sonhando com a sua solidão
Contemplando a minha razão
Rimando ão com ão
Porque decididamente
Eu não devo ter nada melhor pra fazer
Aí me dou conta,
de que talvez eu seja poeta
Ainda que eu não tenha captado o espirito da coisa
Digo que sou poeta
Afinal, já rimo ão com ão
Imagino joguinhos bobos de palavras
E principalmente, embebedo tudo que eu digo
Digo? Mas espera aí, eu sou poeta ou mero locutor de
rádio?
Daqueles que só dizem e nada escrevem
Afinal de contas o que é ser poeta mesmo?
Não seria, assim talvez, presunção minha me declarar
poeta?
Ainda que eu seja...
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
fim
Agonia, substantivo abstrato,
mas sinto-o como se fosse concreto,
vejo essa coisa subindo pela minha garganta
criando nós.
mas sinto-o como se fosse concreto,
vejo essa coisa subindo pela minha garganta
criando nós.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
O relógio bateu 17h30min e nada do ônibus passar, cada minuto parecia eterno, deveria ter ido andando, quem sabe seria mais rápido. Havia duas pessoas no ponto comigo, um velho de cabelos pintados para tentar amenizar o peso de sua idade, roupas bem modernas, na verdade mais que as minhas, mas não adiantava, ele poderia até enganar sua data de nascimento para alguns, só que suas mãos cobertas por veias, que pareciam querer sair de sua mão, denunciavam tudo, e uma menina que deveria ter a minha idade, bem vestida cabelos longos e lisos, provavelmente por causa de escova, não sei o que as meninas veem de errado no cabelo cacheado, tão mais lindo cheio de vida, esse sim mostra a verdadeira mulher brasileira, enfim, ela tinha cara daquelas meninas da classe c que inferniza a vida da mãe para ter um “celular inteligente”, cabelo liso, roupas de marca, colégio particular, porque se fosse rica mesmo não estaria ali do meu lado e do velho de vinte anos esperando um ônibus.
Atrasado, acho que deveria ter atropelado alguém, quem sabe a pessoa até estaria presa na roda e o motorista não percebeu e quando chagasse veríamos uma pessoa toda torta e toda quebrada, deixando um longo corredor de sangue pra trás? Não duvidava do jeito que as pessoas correm ultimamente, olhando somente para seus celulares, vivendo em um mundo só delas. Finalmente o verdinho dobrava a esquina, quando chegou perto olhei para ver se não havia ninguém nas rodas, é não tinha para minha infelicidade não seria hoje que eu veria alguém morto. Preparei para passar meu cartão, odeio as pessoas que esperam chegar até a roleta para preparar o dinheiro, ajeitei a mochila nas costas e embarquei na “coisa” mais lerda do mundo, a cobradora era uma mulher com uma cara de infeliz, preguiçosa e mal educada, tenho certeza que naquele momento ela odiava todos que entravam, ignorei-a, eu não precisava olhar para aquele rosto de desanimada, aquilo poderia acabar com o resto do meu dia. Após uma hora cheguei na minha parada, desci e andei até meu colégio, cheguei um pouco atrasado, mas meu professor estava acostumado com isso, então me deixou entrar.
domingo, 2 de setembro de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Vem o céu.
Vem o céu, e baixinho ele diz
Tudo aquilo que você precisa ouvir
Vem o vento, e muda tudo
Leva todos os seus pensamentos para longe
Vem o dia, e ele diz:
Tudo aquilo que você precisa ouvir
Vem o vento, e muda tudo
Leva todos os seus pensamentos para longe
Vem o dia, e ele diz:
Não gaste a sua poesia
Guarde essas palavras para quem se importa
Todos os sonhos se dissiparam
Vem o mar, e leva com ele
Todas as ilusões
E os corações, no entanto, continuam aqui
Sim eu sei, eu só disse isso por causa da rima
Vem o livro, e é o primeiro, a querer estar comigo
Talvez porque ele não tenha outra escolha
Vem o frio
Mas ele já não é novidade nenhuma
Vem à vida, tão cheia de promessas
Vem o silêncio
Aquele companheiro fiel
Presente em todos os momentos
E então, por último, vem à culpa
E sabe? Ela não dá trégua
Mas eu nem me importo
E eu juro que não estou mentindo.
Aliás, eu nunca minto
Ok, Você não acredita em mim, eu sei disso
Mas Tudo bem, eu também não acredito em você
Mas nem por isso, eu saio dizendo que você está mentindo
Apesar de eu ter a certeza disso.
Guarde essas palavras para quem se importa
Todos os sonhos se dissiparam
Vem o mar, e leva com ele
Todas as ilusões
E os corações, no entanto, continuam aqui
Sim eu sei, eu só disse isso por causa da rima
Vem o livro, e é o primeiro, a querer estar comigo
Talvez porque ele não tenha outra escolha
Vem o frio
Mas ele já não é novidade nenhuma
Vem à vida, tão cheia de promessas
Vem o silêncio
Aquele companheiro fiel
Presente em todos os momentos
E então, por último, vem à culpa
E sabe? Ela não dá trégua
Mas eu nem me importo
E eu juro que não estou mentindo.
Aliás, eu nunca minto
Ok, Você não acredita em mim, eu sei disso
Mas Tudo bem, eu também não acredito em você
Mas nem por isso, eu saio dizendo que você está mentindo
Apesar de eu ter a certeza disso.
domingo, 12 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
Da janela da madrugada
e lá fora, parece que todas as estrelas esqueceram de brilhar...
e eu fiquei só com o seu olhar
e a saudade
essa filha de uma mãe desgraçada
maldita desengonçada.
e eu fiquei só com o seu olhar
e a saudade
essa filha de uma mãe desgraçada
maldita desengonçada.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Sobre uma tarde de domingo
Ao abrir os olhos
Deu-se conta de que tudo estava diferente
Que a vida não era mais como imaginara
Que todos os sonhos todos, haviam sido sepultados
Ele então se sentiu perdido
Ele apenas não entendia o que tinha acontecido
Ele não via mais o mundo como o imaginava
Estava deslocado
Deitado, ele percebeu
Que quando abriu os olhos
E deu-se conta de que tudo estava diferente
Percebeu que tinha deixado de ser ele mesmo
E que talvez, só talvez
Aquela era a melhor coisa que poderia ter acontecido.
Deu-se conta de que tudo estava diferente
Que a vida não era mais como imaginara
Que todos os sonhos todos, haviam sido sepultados
Ele então se sentiu perdido
Ele apenas não entendia o que tinha acontecido
Ele não via mais o mundo como o imaginava
Estava deslocado
Deitado, ele percebeu
Que quando abriu os olhos
E deu-se conta de que tudo estava diferente
Percebeu que tinha deixado de ser ele mesmo
E que talvez, só talvez
Aquela era a melhor coisa que poderia ter acontecido.
Assinar:
Comentários (Atom)