toda vida
mudei de rua,
troquei de calçada,
peguei outra via.
não mudei de vida
que essa vida
não desistia.
domingo, 29 de setembro de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Aliteração
Para os problemas, vou as pradarias , me perco
Procurando algo possível para o
Paraíso perdido ser apalpado
Pelos meus desejos
Pendulares.
Procurando algo possível para o
Paraíso perdido ser apalpado
Pelos meus desejos
Pendulares.
(de Hortelan Jr.)
quarta-feira, 1 de maio de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
Ilusão Cristã
Acordamos dos tormentos oníricos.
Sonhos! Não sustentam mais meus anseios.
De volta ao país perdido em seus devaneios?
povo sem piedade, de fato acefálicos.
Nos perdemos na lúgubre luz da liberdade
Hei de dar meu sangue pelos nossos direitos.
As trevas mascaradas procuram a volta para sua idade
Hão de enxergar a pútrida moral com defeitos?
Querem que vivamos na apostolicidade.
Apodrecendo o nosso cotidiano malfeito,
obedecendo suas regras, mas sem reciprocidade.
Não podemos recorrer nem mesmo ao sonho,
Morfeu não suprime mais nossa felicidade.
O que queremos agora é vida de verdade.
Sonhos! Não sustentam mais meus anseios.
De volta ao país perdido em seus devaneios?
povo sem piedade, de fato acefálicos.
Nos perdemos na lúgubre luz da liberdade
Hei de dar meu sangue pelos nossos direitos.
As trevas mascaradas procuram a volta para sua idade
Hão de enxergar a pútrida moral com defeitos?
Querem que vivamos na apostolicidade.
Apodrecendo o nosso cotidiano malfeito,
obedecendo suas regras, mas sem reciprocidade.
Não podemos recorrer nem mesmo ao sonho,
Morfeu não suprime mais nossa felicidade.
O que queremos agora é vida de verdade.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Cigarro
Barulho de papel queimando, que só é escutado enquanto a cidade dorme.
vontade de comer, parece crocante.
Cada tragada é um passo ao fim, êxtase profundo.
Vai até o fim, quando esquenta a ponta dos dedos sei que é hora de parar.
Mas quando acaba, tenho mais alguns de reserva para quando os nervos aumentam.
Cada dia mais próximo.
É o risco que corro para provar e ouvir o que a morte tem para me dizer.
Barulho de papel queimando, que só é escutado enquanto a cidade dorme.
vontade de comer, parece crocante.
Cada tragada é um passo ao fim, êxtase profundo.
Vai até o fim, quando esquenta a ponta dos dedos sei que é hora de parar.
Mas quando acaba, tenho mais alguns de reserva para quando os nervos aumentam.
Cada dia mais próximo.
É o risco que corro para provar e ouvir o que a morte tem para me dizer.
domingo, 21 de abril de 2013
Amor de poesia
Ela era toda poesia
Ele era todo poesia
Combinavam na rima
Combinavam na gíria
Ele era todo poesia
Combinavam na rima
Combinavam na gíria
Tudo que era palavra
Combinava, e acabava
Anáforizando, tudo aqui e ali
Metaforizando tudo ali e aqui
Mas, no entanto, uma rima,
Não acabou rimada, só uma
E a palavra não combinou
E a Anáfora, não repetiu
E a Metáfora não se expandiu
E ela não era mais poesia, e ele não era mais poesia.
Combinava, e acabava
Anáforizando, tudo aqui e ali
Metaforizando tudo ali e aqui
Mas, no entanto, uma rima,
Não acabou rimada, só uma
E a palavra não combinou
E a Anáfora, não repetiu
E a Metáfora não se expandiu
E ela não era mais poesia, e ele não era mais poesia.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Nós
Tão pou
co tanto.
tão vivo
mor
to tanto
tão cor
tanto tem
po tanto
pou
co tem
po tato
ta
to pou
co tem
vida de
pressa
pre
sa peça
passa tem
ta ti
va
co tanto.
tão vivo
mor
to tanto
tão cor
tanto tem
po tanto
pou
co tem
po tato
ta
to pou
co tem
vida de
pressa
pre
sa peça
passa tem
ta ti
va
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Ponto final.
Tudo é tão bom e tão ruim
Tão constante e tão efêmero
E tudo acaba
E é isso, fim, final, linha de chegada
E passam-se as horas
Os segundos
Contados no tic tac do relógio
Fração do segundo, por fração de segundo
Não se devolve amor
Não se devolve lembranças
Não se devolve
Devolve a si mesmo
Devolve a verdade
E fica o amor
Tão constante e tão efêmero
E tudo acaba
E é isso, fim, final, linha de chegada
E passam-se as horas
Os segundos
Contados no tic tac do relógio
Fração do segundo, por fração de segundo
Não se devolve amor
Não se devolve lembranças
Não se devolve
Devolve a si mesmo
Devolve a verdade
E fica o amor
sexta-feira, 12 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
[para pamela]
escrever alivia,
eu sei
mesmo em poucas linhas
mesmo sem fundamento
só escrevi
pra voce ficar melhor
só pra ver
que eu sorrio ao pensar
em você.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Pra que tantos planos, menina?
Se a vida segue
E nada fica
Não é decepção se é sabido
Por isso, acalma teu coração
Quem é você pra me fazer assim?
Foi a lua bonita, e sob
E basta
Sem drama, não sejas piegas
A vida segue, e vai ter de seguir
Acalma esse coração
Antes que essa dor te devore
E o pranto se demore
Não seja piegas, menina
Ele nunca te prometeu o eterno
Ah, se já estás acostumado devias ter avisado
Brincar assim
Com gente assim
Se a vida segue
E nada fica
Não é decepção se é sabido
Por isso, acalma teu coração
Quem é você pra me fazer assim?
Foi a lua bonita, e sob
E basta
Sem drama, não sejas piegas
A vida segue, e vai ter de seguir
Acalma esse coração
Antes que essa dor te devore
E o pranto se demore
Não seja piegas, menina
Ele nunca te prometeu o eterno
Ah, se já estás acostumado devias ter avisado
Brincar assim
Com gente assim
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Vinha da mentira daquela madrugada
Do frio da noite escura
Da caminhada na rua
Dos passos cada vez mais comportados
Vinha das estrelas, das constelações
Vinha da chuva daquela madrugada
Vinha das horas que passavam
E daquelas que não passavam
Vinha de dentro e vinha de fora
Eu só sei que vinha
Vinha de algum lugar
E vinha a vontade de ser feliz.
Do frio da noite escura
Da caminhada na rua
Dos passos cada vez mais comportados
Vinha das estrelas, das constelações
Vinha da chuva daquela madrugada
Vinha das horas que passavam
E daquelas que não passavam
Vinha de dentro e vinha de fora
Eu só sei que vinha
Vinha de algum lugar
E vinha a vontade de ser feliz.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Outra vez
Foi numa dessas noites de insônia.
Eu não conseguia dormir
Porque não tirava você da cabeça
E você lá, dormindo, tenho certeza
Roubou o meu sono não foi?
Já descobri tudo.
Eu não conseguia dormir
Porque não tirava você da cabeça
E você lá, dormindo, tenho certeza
Roubou o meu sono não foi?
Já descobri tudo.
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