O nada
O ser
O ter
O querer
O nada que é o lugar comum
O Sonhar, que é tão comum
E para sonhar, dormir.
É como você
É como eu, sonhando com a sua solidão
Contemplando a minha razão
Rimando ão com ão
Porque decididamente
Eu não devo ter nada melhor pra fazer
Aí me dou conta,
de que talvez eu seja poeta
Ainda que eu não tenha captado o espirito da coisa
Digo que sou poeta
Afinal, já rimo ão com ão
Imagino joguinhos bobos de palavras
E principalmente, embebedo tudo que eu digo
Digo? Mas espera aí, eu sou poeta ou mero locutor de
rádio?
Daqueles que só dizem e nada escrevem
Afinal de contas o que é ser poeta mesmo?
Não seria, assim talvez, presunção minha me declarar
poeta?
Ainda que eu seja...
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