segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sobre ser poeta.


O nada
O ser
O ter
O querer
O nada que é o lugar comum
O Sonhar, que é tão comum
E para sonhar, dormir.
É como você
É como eu, sonhando com a sua solidão
Contemplando a minha razão
Rimando ão com ão
Porque decididamente
Eu não devo ter nada melhor pra fazer
Aí me dou conta,
de que talvez eu seja poeta
Ainda que eu não tenha captado o espirito da coisa
Digo que sou poeta
Afinal, já rimo ão com ão
Imagino joguinhos bobos de palavras
E principalmente, embebedo tudo que eu digo
Digo? Mas espera aí, eu sou poeta ou mero locutor de rádio?
Daqueles que só dizem e nada escrevem
Afinal de contas o que é ser poeta mesmo?
Não seria, assim talvez, presunção minha me declarar poeta?
Ainda que eu seja...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Oh! Meu amor,
quanta felicidade me proporcionaras.
Quantas carícias me fizeras.
Quantas cefaleias me causaras.
Quantas contas me fizestes.

Para nem um adeus me destes.

Clamo agora às Musas para que inspirações me aparecestes,
[não preciso de nada Épico.
Apenas conseguir te esquecestes.

sábado, 13 de outubro de 2012

fim

Agonia, substantivo abstrato,
mas sinto-o como se fosse concreto,
vejo essa coisa subindo pela minha garganta
criando nós.